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Religião
Seg, 27 de Julho de 2009 12:02

Suicídio

Por: Henrique Pompilio de AraújoHenrique Pompilio de Araújo

SUICÍDIO

O suicídio é uma grande chaga da humanidade. A pessoa que chega a este ponto é porque está desesperada e não consegue pensar direito. Provavelmente ele não possui uma boa base religiosa e pensa que com o suicídio tudo acaba, tudo termina. Ledo engano. Os problemas aumentarão assustadoramente.

Em primeiro lugar a pessoa precisa saber que neste mundo ela não é dona de nada, nem mesmo do seu próprio corpo. Tudo pertence a Deus, inclusive o nosso corpo. Somente Deus pode determinar quando é que devemos desencarnar. Quem não cumprir as leis de Deus, sofrerá as conseqüências. Não podemos dar cabo de nossa vida porque ela pertence a Deus. Somente Ele sabe quando é que devemos partir. Precisamos mesmo é cuidar bem do nosso corpo, tratando-o bem, higienizando-o, mantendo-o saudável. É a nossa veste atual e precisamos estar com ele em forma. Não podemos é endeusar o nosso corpo, nem tornando-o um objeto sexual, sendo abominável aos olhos de Deus.

O nosso corpo estando são, a nossa mente também precisa estar sã. E aqui voltamos a afirmar o ditado grego: “Mente sã em corpo são”.

O materialista que se suicida terá enormes surpresas no “vale dos suicidas”. Em primeiro lugar ele vai-se deparar sempre com aquela imagem do suicídio. Se foi um tiro no ouvido ele vai ver aquela imagem do tiro inúmeras vezes. Atira no ouvido, cai, morre... Atira no ouvido, cai, morre. Isto vai se repetir por muito tempo. A dor no ouvido será enorme e provavelmente ele se reencarnará com sérios problemas no ouvido. Isto porque o seu perispírito também ficou danificado. Se o suicida pulou de um grande prédio, verá sempre a mesma imagem por muito e muito tempo: sobe no prédio, pula e morre... Sobe no prédio, pula e morre... Provavelmente renascerá com sérios problemas para subir em um determinado prédio.

Em “O livro dos Espíritos” Kardec analisou bem a questão do suicídio. Vejamos algumas perguntas do livro citado: Questão 944: “O homem tem o direito de dispor da sua própria vida? Não, só Deus tem esse direito”. O suicídio voluntário é uma transgressão dessa lei. - O suicídio não é sempre voluntário? O louco que se mata não sabe o que faz. Questão 946: “Que pensar do suicídio que tem por objetivo escapar às misérias deste mundo? Pobres Espíritos que não têm a coragem de suportar as misérias da existência! Deus ajuda aqueles que sofrem, e não àqueles que não têm nem força nem coragem. As tribulações da vida são provas ou expiações; felizes aqueles que as suportam sem murmurar, porque serão recompensados! Infelizes, ao contrário, os que esperavam sua salvação do que, em sua impiedade chamam de acaso ou fortuna! O acaso ou a fortuna, para me servir de sua linguagem, podem, com efeito, lhes favorecer um instante, mas é para os fazer sentir mais tarde e mais cruelmente o vazio dessas palavras.”

Os Espíritos disseram a Kardec que o suicídio é condenável sob qualquer hipótese. Quem faz isto significa que não quer mais lutar, perdeu as esperanças. Aqui se pergunta: onde está a sua religiosidade, a sua fé, a sua coragem? Não é fugindo de um problema que vamos resolver este problema.

Dois tipos de suicídios se destacam entre os outros: quando um rico fica pobre e desavenças entre casais. O grande milionário, abusou no jogo, ficou pobre, está na miséria, não agüenta mais a gozação dos amigos, não poderá estar mais entre os “amigos”, resultado: ele dá fim em sua vida. Ele poderia muito bem trabalhar e conseguir tudo de novo, se estes amigos fossem amigos verdadeiros ajudá-lo-iam a se recuperar. Não seria o caso de ele ter pensando muito antes de esbanjar tudo no jogo? Dizem que o arrependimento só vem tarde. Por que então cometer os abusos? Não sabe que vai-se arrepender depois?

A namorada encontrou o namorado com outra. Não quer mais saber dela. Vai então para casa e dá cabo de sua vida. Que situação! Não seria o caso de procurar esquecer o varão e partir para outra? Quem sabe mudando de vida como fazendo um curso superior, um curso qualquer, indo a um asilo, a uma creche, mudando de cidade, procurando novos amigos? Há muitas e muitas saídas. O que não se pode é se dar por vencido. Amanhã até riremos de nossas criancices do passado.

É preciso saber que o suicídio ocorre de duas maneiras: o direto - quando a pessoa se mata sabendo que está se matando; e o indireto - que a pessoa se mata sem saber que está se matando. O primeiro não resta dúvida porque quem comete suicídio sabe o crime que está cometendo. No segundo caso o indivíduo, nem sempre sabe que aquele ato e um suicídio. Por exemplo quem morre bebendo está cometendo um suicídio lento. Quem come até morrer, não se contenta nunca, é o suicídio da gulodice. Quem trabalha demais até o ponto de cair morto - também é um suicídio lento. Todos aqueles que sabem que aquela atividade que está fazendo, vai levá-lo à morte - está cometendo um suicídio.

Um outro tipo de suicídio que acontece de vez em quando é quando um parente querido morre. O coitado se mata pensando que vai estar junto com seu ente querido. Quanto engano! Esta pessoa não sabe que está tornando esta separação ainda muito maior. Aí é que vão ficar um longo tempo separados. Esta questão também está tratada em “O livro dos Espíritos” - Questão 956 - Os que, não podendo suportar a perda de pessoas que lhe são queridas, se matam na esperança de ir as reencontrar, atingem seu objetivo? O resultado, para eles, é diferente do que esperam, e em lugar de estar reunido ao objeto de sua afeição, eles dele se distanciam por maior tempo, por que Deus não pode recompensar um ato de covardia e o insulto que lhe é feito duvidando de sua providência. Eles pagarão esse instante de loucura por desgostos maiores que aqueles que acreditavam abreviar e não terão para os compensar a satisfação que esperavam.

Já vi uma mãe se matar para estar junto ao filho que tinha acabado de morrer. Acompanhamos o desfecho dos acontecimentos em um centro e vimos o sofrimento que esta senhora estava passando. Ela estava desesperada no umbral a procura do filho que tinha sumido. Também tivemos notícias do filho que estava em um lugar um pouco melhor, mas agora com um entravo na estrada que fora o suicídio da mãe.

Um ato impensado atrapalha os dois espíritos. É isto o que acontece em quem não pensa muito e comete um ato deste tipo. Agora ficam os dois a espera de novas reencarnações para se chegar quase no mesmo ponto onde estavam.

Muitos suicidas são materialistas, pois não crêem em nada depois da morte. O primeiro problema deles então é o desapontamento. Lá eles vêem que não morreram, que continuam vivos. Os bem materialistas terão oportunidades de virem os seus corpos sendo comidos pelos vermes. Eles sentem as dolorosas picadas dos vermes e ficam apavorados. Uns querem retirar o corpo dali e não conseguem e também não conseguem entender como os vermes os comem e eles continuam vivos. Outros saem correndo apavorados com medo de seus próprios corpos. Eles acham que estão vendo terríveis fantasmas, sem saberem que são seus próprios fantasmas.

Quase sempre o espírito que cometeu um suicídio ficará no umbral ou junto de seu corpo o tempo que restava para ele desencarnar. Ele verá toda a decomposição de seu corpo e não entende como continua existindo ainda se ele tem plena consciência de seus atos. Ouvirá sempre alguém lhe chamando de “suicida, de frouxo e muitos outros termos horríveis. Servirá de gozação e de joguetes de outros espíritos do umbral. Terá alucinações. Enfim o pobre coitado não terá sossego no outro mudo pelo ato impensado que cometeu. Somente quando ele se arrepender verdadeiramente, pedir perdão a Deus seriamente, solicitar socorro fraterno é que ele vai ser retirado do umbral e levado para um hospital espiritual para começar uma fase de tratamento e provavelmente uma nova reencarnação com problemas piores que a existência anterior. Os problemas serão dobrados em outra existência. Ele terá que suportar aquele sofrimento para aprender e evoluir sempre.

A melhor obra que fala sobre a vida após o suicídio é “Memórias de um suicida” de Yvonne A . Pereira. Camilo Castelo Branco, o escritor que tinha-se suicidado, é quem ditou o livro. Vejamos como ele descreve o vale dos suicidas: “O solo, coberto de matérias enegrecidas e fétidas, lembrando a fuligem, era imundo, pastoso, escorregadio, repugnante! O ar pesadíssimo, asfixiante, gelado, enoitado por vulcões ameaçadores como se eternas tempestades rugissem em torno; e, ao respirarem-no, os Espíritos ali ergastulados sufocavam-se como se matérias pulverizadas, nocivas mais do que a cinza e a cal lhes invadissem as vias respiratórias. Em outra passagem ele diz: Não havia então ali, como não haverá jamais, nem paz, nem consolo, nem esperança: tudo em seu âmbito marcado pela desgraça era miséria, assombro, desespero e horror. Durante todo o livro ele vai falar dos sofrimentos daquele triste lugar.

Uma pessoa que faz um estudo detalhado desta obra jamais pensaria cometer um ato tão grave como o suicídio. É, na verdade, o ato mais grave aos olhos de Deus. Significa que o homem não ama a coisa mais importante dado por Deus ao homem: o próprio corpo. Que comiseração deveria ter o Senhor então? Deus, porém é muito justo e bom, não quer ver ninguém sofrendo e dá ao homem oportunidades de recomeçar e dar continuidade à vida, não sem pagar os débitos que cometera. Só depois de pagar o último ceitil é que ele aspirará a lugares mais sublimes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Fonte ArtigosArtigos - Artigonal.com - http://www.artigonal.com/religiao-artigos/suicidio-1070882.htmlhttp://www.artigonal.com/religiao-artigos/suicidio-1070882.html